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Sábado, 4 de Janeiro de 2014

Não se constroi uma casa em cima de outra

 

Querido irmão de sangue:

 

Tantos anos se passaram, desde que nos tornámos irmãos neste caminho...

Tantas coisas que vivemos, tanto amor que nos demos e nos tirámos.

E nenhum de nós sabia...

Nenhum de nós sabia que um dia chegaria o fim.

Que um dia, os nossos dedos iriam desentrelaçar-se.

Atravessámos tempestades, tu e eu. Permiti-te coisas que jamais permitirei, nos dias que me restam.

Apunhalaste o meu coração e eu terei, com certeza, apunhalado o teu. Inúmeras vezes.

Não nos matámos.

Mas também não nos tornámos mais fortes juntos.

Apenas diferentes. No mesmo caminho, seguimos caminhos diferentes.

Mas olha bem à tua volta. Vê o que contruímos!

Só por isso, valeu a pena.

Valeria muitas mais penas.

 

Mas no fim, chegou o momento.

Porque o caminho é para a frente, nunca para trás ou para o lado.

E o tempo, o mesmo que já foi o nosso, é agora o meu tempo e o teu tempo.

E não vai parar, nem abrandar. Não vai esperar que nos reergamos. Vai continuar, e está a contar exactamente ao mesmo ritmo de sempre.

Não te invejo nem por um segundo...

Eu escolhi o nome do teu cão, que chamas todos os dias. As tuas filhas são a minha cara. Moras a dois passos de mim, no mesmo sítio em que nasci e cresci. Estás a tentar escrever uma história nova por cima de outra história, que já estava escrita e, por mais que queiras, nunca será apagada.

 

Nem precisavas de vir aqui, para eu saber.

Ninguém o suportaria de ânimo leve, sem sentir o tormento constante que implica. Escolheste, de entre todos, o caminho menos certo.

E o pior, é que arrastas inocentes contigo. Deixas que paguem o preço da tua culpa, do teu ressentimento, do teu medo. Da tua fuga desesperada.

Mascara-o da forma que te fizer mais feliz. Chama-lhe o nome que quiseres. Para mim, continua a ser inequívoco.

Fazes-me lembrar os ébrios, que tanto asseguram estarem sóbrios.

Quem está feliz, quem está em paz, não tem necessidade de o apregoar como o fazes.

E tenho pena.

Não de ti.

De ti, não tenho por que ter pena.

Já te perdoei há muito.

E perdoei-me também a mim, pouco depois.

Foste amado no passado e és amado agora.

Tenho pena que não consigas ver o que estás a fazer.

Porque vais perceber, mais tarde ou mais cedo, que no dia em que não conseguires prosseguir, vais precisar daqueles que agora destrois.

E o que destruires agora, dificilmente vais reaver mais tarde.

 

Sabes qual é o problema?

Nunca resulta, construir uma casa em cima das ruínas de outra.

Enquanto não respeitares as ruínas e as deixares onde pertencem, nunca serás livre.

Serás sempre apenas um resto do que foste. Por dentro, na base, nos alicerces.

Quanto mais te focares em esquecer, mais te vais lembrar.

Falta-te o luto. E o respeito e a paz que ele traz.

Só depois podes ser realmente livre, realmente feliz.

Não venhas aqui falar em silêncio comigo. Eu não te oiço.

Perde o medo e enfrenta o que resta dentro de ti.

No início dói, mas depois passa. Como tudo.

Permite-te sentir tudo e depois, deixa ir.

Vale a pena, vais ver.

Elas merecem.

 

 

 

publicado por S às 23:43
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2 comentários:
De Alexandra a 6 de Janeiro de 2014 às 20:17
Bem... este não é para comentários... É coisa para dizer "presente" mas caladita ;)
beijinhos
De S a 8 de Janeiro de 2014 às 00:29
Já tem algum tempo, embora se mantenha aplicável...
E podes sempre falar, nesta humilde casa. Olá :)

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