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Domingo, 30 de Julho de 2006

Verão (ou melhor, não verão) na blogosfera...

 

Ou foi toda a gente de férias, ou foram só os neurónios...

 

... Mas que isto está muito parado, está.

 

Caso para dizer

 

NÃO ABANDONE O SEU BLOG

 

Felizmente, há os que continuam cá, mesmo não estando aqui e os que nunca chegam a ir.

 

Verdadeiros oásis.

 

publicado por S às 22:02
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Azeitona

 

Nem perguntem...

A partir de agora, qualquer palavra que insista em não sair da minha cabeça, tem o destino traçado.

 

Com esta, ainda tentei negociar. Mas depois de perceber que, em vez de ajudar a eliminá-la estava a pensar ainda mais, e em mais pormenores relacionados com ela (chegando ao cúmulo de me exigir que pensasse numa azeitona preta), desisti.

Comi algumas, escrevi a palavra aqui e pronto.

E...

(Talvez seja melhor deixar esta parte para outra altura... até porque os médicos devem estar todos de férias. Convém não dar ênfase a ideias destas.)

 

Mas já repararam?

Azeitona

 

Que palavra deliciosa.

publicado por S às 00:47
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Sexta-feira, 28 de Julho de 2006

O sorriso

Basta um segundo

para saber que a tempestade se aproxima

Ainda com os olhos no chão

grita "Que venha!" num murmúrio

Olha na sua direcção e sente-a chegar

As mãos protegem o rosto

Apenas o rosto

Porque sabe que o resto  pode ser fustigado

mas nunca o rosto

O maior tesouro guarda-o aí

e protegê-lo-á para sempre.

 

 

publicado por S às 16:24
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2006

Lamento

Saudade

Quando risco os teus dias em mim

com uma força tal que

de cada vez que o faço

sinto o calendário do meu peito rasgar-se.

 

publicado por S às 13:48
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2006

Teorias. ou O que acontece quando se pensa em coisas que não interessam a ninguém.

Tenho uma teoria.

Não me lembro bem da data em que elaborei esta fórmula infalível, mas penso nela amiúde.

Ou melhor, tenho a oportunidade de confirmar a consistência desta possível lei.

Só não escolhi o nome com que vou registá-la. Ainda.

 

Quando a Maria nasceu, já tinha um nome destinado há quase nove anos.

Há aqui um ligeiro desvio à regra, não vou negar. Mas também tenho justificação para isso. Justificação, não! Uma teoria.

(Agora reparo: são duas teorias, não apenas uma)

 

Teoria 1

A probabilidade de um filho pedir um irmãozinho, aumenta com a idade. Do filho, bem entendido.

... ?

Sim, porque a nossa, a partir de um número à escolha, pára.

(Nem sei por que raio fui acrescentar "Do filho, bem entendido." ... Obriguei-me a disfarçar com um disparate ainda maior. Só me dou trabalho! Não percebo... Adiante.)

 

(E esta até devia ser a última, mas já é tarde para escrever coisas com sentido.)

(E afinal, passa a três teorias.)

 

Teoria 2

O meu próximo filh... Não... vou pôr esta em terceiro. Haja alguma lógica.

 

O nome, ou antes, o tamanho do nome dos filhos é directamente proporcional ao das mães.

Se a mãe tem um nome com muitas letras, o filho terá um nome com muitas letras. E o inverso.

Pensem em nomes de mães e filhos, e vejam se isto acontece, ou não, na maioria das vezes.

Vá, pensem lá, que eu espero.

...

...

Não é? Já viram a coincidên... a infalibilidade da minha teoria?

 

Teoria 3

Esta teoria (a dois)... (e talvez também a teoria 1, não sei. ainda não pensei muito nisso), pode sofrer alterações a partir do segundo filho. Normalmente, só o terceiro tem um nome que pode não obedecer à lei (a tal que ainda não tem nome).

 

No meu caso, por exemplo, confirma-se. A haver um terceiro filho, vai ter um nome maior.

 

E pronto. Era só. Espero que percebam a importância que isto, no fundo, tem para todos nós enquanto espécie e assim...

.. Mas tenho razão, não tenho?

publicado por S às 01:49
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Terça-feira, 25 de Julho de 2006

Sem título mas com texto

 

 

Hoje é terça.

 

Belo texto...

publicado por S às 15:53
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Domingo, 23 de Julho de 2006

Hoje é domingo.

Às vezes, uma frase diz tudo.

 

Outras, nem por isso.

publicado por S às 14:06
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Sábado, 22 de Julho de 2006

Aprender comigo faz-me rir

22 Julho 2006 - 1 da manhã

Decidi ir buscar o telescópio esquecido na caixa (ainda por abrir) que foi o meu presente maior, no Natal de 2004.

Abri o livro de instruções de montagem e pensei  "É só montar o telescópio. Amanhã fazes uma pesquisa sobre astronomia e aventuras-te pelo céu."

Está bem, está...

Depois de duas horas de uma aventura empolgante, a falar sozinha e a intuir de onde seria aquela peça e a outra e a olhar para a foto da caixa (onde aparecia apenas a parte superior da minha relíquia), por me parecer que o esquema de montagem (continuo a achar que aquilo era mais um desenho feito à pressa do que um esquema, mas enfim...) demasiado incompleto e confuso, finalmente estava pronto a usar. Fecho o livro de instruções. Olho para a capa. Estava lá o telescópio inteiro. Podia ter conseguido montá-lo em menos de metade do tempo.

Deve ter sido por isso que achei indecente acabar a noite assim, sem mais nada, depois daquela trabalheira toda. Absolutamente desnecessária. Era urgente a vingança.

 

Levei-o para o exterior, depois de uma pesquisa rápida num site de astronomia para amadores. Olhei para o céu. Havia uma estrela mais brilhante. Mais ou menos a sudeste. Ou talvez a sul... Bem, a norte não era e é a única certeza que tenho.

 

Orientei a lente para ela. Foquei-a. Um ponto brilhante. Maior do que alguma vez vi mas, ainda assim, um ponto brilhante. Vi outras, mais pequenas, menos brilhantes. Depois tentava vê-las a olho nú e... nada. Fascinante. Já vi estrelas que muitas pessoas não viram, quando olharam para o céu. Sou uma privilegiada.

 

Decidi fazer uma correcção ao ângulo de inclinação do telescópio. Aumentá-lo, para poder "espreitar" as estrelas lá mais em cima. Sem perceber, alterei a ampliação. Aumentei-a.

 

Quando voltei a passear pelo céu, devagar, muito devagar, passei por um ponto enorme e muito claro, apesar de pouco brilhante. O meu coração parou. A minha respiração parou. Voltei atrás, lentamente, e lá estava ele. Parecido com o da imagem (que é Neptuno) ali em cima, mas muito mais pálido.

 

"Um planeta! Isto é um planeta! Redondo, da côr da lua, enooorme... Só pode ser um planeta. Será Jupiter? Saturno?... Marte.... Está mais próximo de nós. Vénus é mais para aquele lado. Deve ser Marte. Eu estou a ver um planeta!"

 

Eram quatro da manhã. Estava exausta e houve um momento em que até achei que vi uma galáxia colorida (também estava com fome, ok?), a mover-se.

 

Voltei ao meu planeta. Estava mais pequeno e brilhava ainda menos.

(Não sei se abrevie isto e assuma de uma vez por todas as figuras tristes que às vezes faço, ou se tente que fiquem com pena e não se riam de mim, como eu fiz quando percebi a minha precipitação)

(O problema é que até chorei quando pensei que estava a olhar para um planeta)

(Optei, como já deu para perceber, por apelar à vossa piedade)

Resumindo: 

Quando o meu telescópio está a olhar lá para cima com o máximo de ampliação,TODAS, repito, T-O-D-A-S as estrelas são redondas.

 

O lado positivo disto é que, se todas a estrelas aparecem como planetas perfeitos, e as estrelas estão a uma distância maior, no dia em que apanhar um planeta vou ver mais do que imaginava.

Para não falar da lua! Com uma lente especial para a observar e tudo.

Por falar em lua, é sempre quando preciso dela que desaparece.

Vou ter de esperar.

 

A próxima lua cheia, já sabem. É MINHA.

publicado por S às 22:59
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Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

Manga e Zeus (não necessariamente por esta ordem...)

Continuo sem perceber, ao fim de menos de duas semanas e sob uma supervisão mínima, a quem pertence o mérito.

 

Terá sido o instinto maternal dela (que inclui baba em quantidades elevadas como presente imediato e contínuo, em cada encontro), ou a curiosidade e vulnerabilidade dele, mal disfarçadas com poses de altivez?

 

O mundo dos afectos é um mistério fantástico, é só o que vos digo.

 

publicado por S às 01:12
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Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Depois de um ponto final...

 

... devo recomeçar por aqui?

publicado por S às 13:45
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